
Justiça
Quando você tem um direito que não está sendo respeitado ou precisa resolver um conflito com outra pessoa, empresa ou órgão público. A Justiça pode ajudar em situações como divórcio, pensão alimentícia, guarda dos filhos, dívidas, indenizações, entre outras.
Um processo judicial costuma passar por algumas etapas básicas. Primeiro, a pessoa (ou seu defensor/advogado) apresenta o caso ao juiz por meio de um documento chamado petição inicial. Depois, a outra parte envolvida é chamada para apresentar a sua versão dos fatos. Antes de tomar uma decisão final, a Justiça quase sempre tenta realizar uma audiência de conciliação para que as duas partes cheguem a um acordo amigável e rápido. Se não houver acordo, o juiz analisa as provas e as leis para dar a sentença.

Preciso de um advogado?
Depende. Em muitos casos simples, não é necessário. Quando for obrigatório e você não puder pagar, pode buscar assistência jurídica gratuita em faculdades de direito, grupos de defesa ou serviços públicos especializados.
Onde buscar a Justiça?
Depende do tipo de caso. Aqui estão alguns exemplos:

Cejusc (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania)
Quando você quer tentar chegar a um acordo sem precisar entrar com uma ação judicial.

Juizado Especial
Para casos simples e rápidos, como pequenas dívidas, litígios de consumo ou indenizações.

Fórum
Quando o caso é mais complexo, como divórcio com filhos, pensões alimentícias, ações de guarda, etc.

PID – Ponto de Inclusão Digital
Um espaço físico onde você poderá acessar serviços jurídicos em cidades que não possuem uma sede de comarca, evitando grandes deslocamentos.
Como faço no meu estado?
Você pode clicar no mapa abaixo para acessar o site do Tribunal de Justiça do seu estado. Lá você encontrará os endereços das comarcas, juizados, CEJUSCs e PIDs disponíveis.
Mapa interativo: Clique no link do Tribunal para ver os serviços disponíveis.

Documentação e Registro Civil

Documentos como CPF, certidão de nascimento ou casamento, carteira de identidade (RG), carteira de trabalho e o Registro Nacional Migratório (RNM) são essenciais para acessar serviços públicos, estudar, trabalhar e entrar com ações na Justiça.
Você pode procurar:
- Cartórios de Registro Civil: para certidões de nascimento, casamento ou óbito.
- Receita Federal: para tirar o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas).
- Polícia Federal: para documentos migratórios (como o RNM – Registro Nacional Migratório).
- CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou unidades de assistência social: para apoio na emissão de documentos, principalmente se estiver em situação vulnerável.
- Mutirões de cidadania ou projetos sociais: algumas cidades organizam ações específicas para emissão de documentos gratuitamente.
Alguns documentos estrangeiros podem precisar de tradução juramentada ou de validação no Brasil. Procure ajuda no CRAS ou em uma defensoria pública para saber como proceder no seu caso.
Se um cartório se recusar a emitir uma certidão ou corrigir um erro, você tem direito de saber o motivo.
1.
Peça a “Nota de Devolução”: É um documento oficial onde o cartório explica por escrito o motivo da negativa.
↪
Com esse papel, procure a Defensoria Pública ou um advogado para que a Justiça analise o caso.
Em caso de falecimento, procure o Cartório de Registro Civil da região onde ocorreu o óbito levando:
- Declaração de Óbito (DO): Fornecida pelo médico (atestado de óbito).
- Documento de Identificação do falecido: Pode ser o passaporte, Registro Nacional Migratório (RNM), protocolo da Polícia Federal ou documento do país de origem.
- Seu documento com foto.

Importante
A primeira via da certidão de óbito é gratuita.

