
Direitos das Mulheres
Violência doméstica não é só bater. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) reconhece diferentes formas de violência contra a mulher. Verifique alguns exemplos:
- Física: Empurrar, chutar, bater, puxar o cabelo ou ferir de qualquer forma
- Psicológica: Humilhar, insultar, ameaçar, vigiar, perseguir ou controlar o que a mulher faz e com quem ela fala.
- Sexual: Obrigar a participar de atos sexuais indesejados, impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar gravidez e aborto.
- Patrimonial: Controlar o dinheiro, destruir documentos, celular e objetos pessoais, ou impedir a mulher de ter bens.
- Moral: Mentir sobre a mulher para terceiros, inventar crimes ou ofender sua reputação e aparência.
- Vicária: Praticar qualquer violência contra parentes da mulher, pessoas que ela protege ou quem a ajuda, com o objetivo de fazer a mulher sofrer.
Se você estiver com medo ou em perigo, não tente resolver sozinha. Utilize os seguintes canais:
- Emergências (Polícia Militar): Ligue 190.
- Orientações e Acolhimento: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).
- Denúncias Anônimas: Ligue 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque Denúncia).
- Direitos Humanos: Ligue 100.

Sinais de Socorro:
Se não puder falar, desenhe um X vermelho na palma da mão e mostre em farmácias ou cartórios, ou use o gesto de dobrar o polegar e fechar os dedos sobre ele.
Você não precisa de advogado(a) para dar o primeiro passo e buscar proteção.
- Vá a uma Delegacia: De preferência, procure uma Delegacia da Mulher.
- Apresente um documento oficial de identificação: passaporte, carteira de identidade do país de origem, RNM (Registro Nacional Migratório) ou protocolo de solicitação.
- Apresente Provas (se tiver): Leve fotos, vídeos, áudios ou prints de conversas. Guarde cópias em local seguro.
- Informe um endereço ou informações de contato, para que a Justiça e a polícia possam enviar notificações e garantir medidas de proteção.
- 2. Exame de Corpo de Delito: Em caso de violência física, a delegacia encaminhará você para um exame médico oficial.
- Esse exame é muito importante para provar o que aconteceu e garantir a punição do agressor.
Você não precisa de advogado(a) para dar o primeiro passo e buscar proteção.
- Distância segura: O agressor não pode se aproximar de você nem da sua família. A Justiça define a distância mínima.
- Saída do agressor de casa: Se morarem juntos, ele pode ser obrigado a sair do lar.
- Proibição de contato: O agressor não pode falar com você de nenhuma forma – nem por mensagem, ligação ou redes sociais.
- Limite nas visitas aos filhos: O agressor pode ter visitas suspensas ou controladas por um tempo.
- Locais proibidos: O agressor não pode aparecer nos lugares que você frequenta, como trabalho ou escola.
- Pensão alimentícia: O agressor deve pagar pensão para você e/ou para os filhos.
- Suspensão de porte de armas: Se o agressor tiver arma, a Justiça pode tirar o direito de usá-la.
- Bloqueio de bens em comum: O agressor pode ficar proibido de vender ou alugar bens que tenham juntos.
Existem locais preparados para acolher migrantes e refugiadas com apoio jurídico, social e psicológico:
- Organizações de Apoio: Grupos especializados em ajudar pessoas migrantes.
- Defensoria Pública: Para assistência jurídica gratuita.
- Centros de Apoio à Mulher: Locais que oferecem proteção e atendimento para mulheres que sofrem violência doméstica.

