Começar Seus Direitos Família e Infância

A Justiça protege os direitos da família e ajuda a resolver conflitos entre parentes, como casos de pensão, guarda de filhos e separação. Esse apoio é garantido para todas as pessoas, incluindo migrantes que ainda não possuem todos os documentos brasileiros.

Nesta página, explicamos como funcionam os principais direitos familiares e como acessá-los.

Alguns processos podem ser feitos sem advogado, especialmente se forem simples e de comum acordo.

Mas se houver conflito ou envolvimento de crianças, a presença de um advogado pode ser obrigatória.

Se você não tiver condições de pagar, procure a Defensoria Pública ou participe de mutirões gratuitos.

Mesmo que você ou seu filho não tenham todos os documentos brasileiros, é possível buscar ajuda.

Em muitos casos, bastam os documentos estrangeiros com tradução simples ou juramentada.

Procure o fórum ou a defensoria da sua cidade.

Clique para ler:

A guarda define com quem a criança vai morar e quem será responsável pelas decisões da vida dela. 

O pai ou a mãe podem pedir a guarda do(a) filho(a) quando estão separados. Já nos casos em que a criança precisa ficar com outra pessoa da família, esse novo responsável é quem deve fazer o pedido. 

É possível ter guarda compartilhada (quando ambos cuidam) ou unilateral (quando só um assume). 

Mesmo que você não tenha a guarda, é possível pedir que a Justiça organize dias e horários para as visitas. 

Em alguns casos, as visitas podem ser supervisionadas.

Sim. A Justiça brasileira pode atender brasileiros e migrantes que moram fora, dependendo do caso. 

Procure orientação no fórum ou defensoria da sua cidade, ou consulte a autoridade consular brasileira mais próxima.

A pensão é um valor mensal para ajudar na criação dos filhos. 

Pode ser pedida por quem cuida da criança ou do adolescente, e deve ser paga pelo outro responsável. 

Mesmo quem está fora do Brasil pode ser cobrado. 

O pedido pode ser feito com ajuda da Justiça, e o valor é definido com base na necessidade de quem recebe e na renda de quem paga.

O divórcio encerra legalmente um casamento. 

Pode ser feito de forma amigável (quando os dois concordam) ou litigiosa (quando há conflito). 

É possível pedir divórcio mesmo que a outra pessoa esteja ausente ou em outro país. 

Se o casal tem filhos, será preciso resolver também guarda e pensão.

Se o nome do pai ou da mãe não está na certidão de nascimento da criança, é possível pedir o reconhecimento na Justiça.

O processo pode incluir um teste de DNA. 

Também é possível que a própria pessoa se apresente voluntariamente para reconhecer o filho, direto no cartório.

Para viajar com menores de 18 anos, preste atenção às regras de autorização:

  1. Viagens nacionais: Geralmente não precisam de autorização se o menor estiver com um dos pais, irmãos maiores de 18 anos, avós ou tios. Os adolescentes com mais de 16 anos podem viajar sozinhos dentro do Brasil.
  2. Viagens internacionais: A autorização é obrigatória se a criança viajar com apenas um dos pais ou com outras pessoas.

Onde conseguir autorização? Em um Cartório, na Polícia Federal (incluindo a autorização no passaporte) ou por meio de uma autorização judicial.

Se um menor de idade estiver em situação de risco (violência, abandono ou falta de cuidados), a Justiça e o Conselho Tutelar podem agir para:

  • Em casos graves, decidir pelo acolhimento em um lugar seguro.
  • Afastar o agressor de casa;
  • Garantir a matrícula escolar imediata e o atendimento médico ou psicológico;

A adoção permite que uma criança ou adolescente passe a ter uma nova família legal. 

É preciso passar por uma avaliação da Justiça e entrar em uma fila de adoção. 

O processo garante que a criança será acolhida com segurança e afeto. 

Mesmo familiares podem adotar, se for do interesse da criança. 

  • Vara de Família ou Vara da Infância e Juventude: para pedidos de guarda, pensão, visitas, divórcio, adoção.
  • CEJUSC: quando há possibilidade de resolver por acordo.
  • Defensoria Pública: para quem precisa de orientação e não pode pagar advogado.
  • CRAS ou Conselhos Tutelares: para apoio social, proteção de crianças ou encaminhamentos.

Para procurar a Defensoria Pública ou a Justiça, tente reunir os seguintes documentos:

  • Documentos da criança: Certidão de nascimento, passaporte ou protocolo de refúgio ou de Registro Nacional Migratório(RNM).
  • Documentos dos pais: RNM, protocolo de refugio ou o documento de identidade do país de origem.
  • Comprovantes de gastos (no caso de pensão alimentícia): Recibos de escola, farmácia, aluguel e alimentação.
  • Provas da situação de risco: como fotos, vídeos ou mensagens (usados para pedidos de proteção).